O teste das cores de Lüscher é uma técnica projetiva usada para medir o estado psicofisiológico de uma pessoa, sua resistência ao estresse, seu nível de atividade e suas habilidades de comunicação. O teste pode identificar o nível de resistência ao estresse, as habilidades de comunicação, o estado psicofisiológico e a presença e as causas do estresse.
Esse teste é muito fácil e rápido de fazer e, ao mesmo tempo, é considerado “profundo”, criado para especialistas, psiquiatras, psicólogos e médicos. Cada cor carrega uma determinada carga energética, que produz efeitos fisiológicos e psicológicos nas pessoas.
Trata-se de uma técnica projetiva baseada na ideia de que a escolha das cores muitas vezes reflete a inclinação de uma pessoa para certo tipo de atividade, a busca pela satisfação de necessidades e seu estado funcional.
História do teste
Criado por Max Lüscher ainda em meados do século XX, o teste não foi inicialmente bem recebido pela comunidade científica. Com o tempo, porém, suas ideias ganharam popularidade. A primeira versão do teste foi publicada em 1948, e seu manual foi lançado em 1970. Lüscher também apresentou os fundamentos do método de diagnóstico pelas cores em seus livros “Sinais da personalidade” e “O homem de quatro cores”. O teste foi desenvolvido com base em 4.500 tonalidades, selecionadas pelo próprio autor.
Versões completa e simplificada do teste de Lüscher
“Teste clínico das cores de Lüscher”
Essa versão extensa contém sete tabelas de cores e é aplicada quando há uma necessidade específica. As sete tabelas são as seguintes:
- “cinza”;
- “8 cores”;
- “4 cores básicas”;
- “azul”;
- “verde”;
- “vermelho”;
- “amarelo”.
Teste “rápido” ou “abreviado de Lüscher”
Um teste conciso e prático com oito grupos de cores:
- cinza (0);
- azul-escuro (1);
- azul-esverdeado (2);
- vermelho-amarelado (3);
- amarelo-avermelhado (4);
- vermelho-azulado ou violeta (5);
- marrom (6);
- preto (7).
“Método das escolhas cromáticas”
Em 2010, a psicóloga Liudmila Nikolaevna Sobchik propôs uma versão adaptada do teste abreviado, chamada “Método das escolhas cromáticas” (MEC). Ela comentou seu trabalho da seguinte forma:
“<...> a terminologia e o conteúdo das afirmações interpretativas do teste modificado foram amplamente reformulados de acordo com as limitações identificadas na versão original do método e considerando o vocabulário psicológico contemporâneo”.
Autor do teste
Max Lüscher (M. Luscher) nasceu em 9 de setembro de 1923, na cidade de Basileia, na Suíça. Estudou sociologia, filosofia do direito e da religião, psiquiatria clínica e métodos psicoterapêuticos. Em 1949, defendeu com êxito sua tese em filosofia e psicologia, intitulada “A cor como instrumento de psicodiagnóstico”. A principal atividade de Lüscher era ministrar seminários de formação para psicólogos e psicoterapeutas, apoiar pesquisas científicas na área do diagnóstico pelas cores e dar palestras na Europa Oriental e Ocidental, nos Estados Unidos e na Austrália. Ele foi membro honorário da Sociedade Internacional de Rorschach, em Roma, e presidente do Centro de Diagnóstico Lüscher, em Roma, e do Instituto Max Lüscher, em Pádua.

O que o teste das cores de Lüscher pode indicar
- Pode ajudar a identificar a presença e as causas do estresse psicológico.
- Indica o estado atual da pessoa, e não aquele que ela gostaria de apresentar.
- Permite fazer uma análise rápida e aprofundada da personalidade.
Como fazer o teste de Lüscher
O procedimento do teste é muito simples: a pessoa organiza os cartões coloridos em ordem decrescente de preferência pessoal e subjetiva. Ao fazer o teste, procure deixar de lado associações e gostos socialmente aceitos. O que importa é apenas sua preferência pessoal.
Considera-se que apenas os cartões coloridos originais devem ser usados no teste. Isso, porém, não impede que ele seja feito no computador, pois os estudos realizados não encontraram diferenças significativas nos resultados.
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Como interpretar os resultados do teste de Lüscher
Cada cor representa uma necessidade específica:
- cinza (0) — proteção e criação de limites;
- azul (1) — satisfação, tranquilidade e vínculo positivo estável;
- verde (2) — autoafirmação e desejo de agradar;
- vermelho (3) — ação e busca pelo sucesso;
- amarelo (4) — perspectivas, esperança de um futuro melhor e sonhos;
- violeta (5) — autoidentificação;
- marrom (6) — alívio da tensão e conforto;
- preto (7) — rejeição motivada por protesto e rebeldia contra o próprio destino.
Quando as cores básicas aparecem nas cinco primeiras posições, considera-se que as necessidades associadas a elas estão satisfeitas em alguma medida. Se aparecem nas três últimas posições, entende-se que existe tensão causada pela falta de satisfação dessas necessidades.